terça-feira, 24 de junho de 2008

Entidades / Divindades


Diálogo entre um Lama budista e seu discípulo:


O discípulo pergunta:


-As divindades (deities) não são fruto da imaginação?


O Lama responde:


-E todas as coisas não o são?


quarta-feira, 18 de junho de 2008

A Cabala Hermética


A Cabala é um livro? Não, a Cabala não é um único livro, apesar de ser relacionada à Sepher Yetzira. A Cabala não é um único livro, nem mesmo uma concepção mística simplística. Podemos dizer que ela é toda uma filosofia de pensamento e ação, englobando toda uma concepção do universo. A Cabala é também uma descrição do Universo e das forças que nele operam. Praticantes da tradição hermética de magia utilizam a Cabala praticamente. Assim, falamos de um tradição própria de Cabalistas Herméticos, Magistas que utilizam o sistema cabalístico como mapa do microcosmo – macrocosmo.

terça-feira, 17 de junho de 2008

O Tarot


Chamado de Livro de Thoth, o tarô é uma referência para qualquer magista, pois através dele e de suas atribuições na Árvore da Vida Cabalística é possível aplicá-lo de forma prática a diferentes situações. O Tarô é constituído de 78 cartas, 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores. Diz uma lenda que Thoth, o escriba dos outros deuses egípcios, forneceu 22 ilustrações relacionadas aos mistérios dos cultos egípcios. Essas ilustrações, segundo essa lenda acabaram se tornando os 22 Arcanos maiores do tarô. Existem várias lendas a respeito do tarô. Outras dizem que antes da biblioteca de Alexandria ser incendiada, alguns eruditos fizeram desenhos simbólicos contendo os pontos principais da sabedoria iniciática, disfarçando-os em forma de cartas de baralho.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Divinação


Divinação é uma parte importantíssima em qualquer trabalho mágico a ser realizado. Fazendo uma analogia com as nossas tradições afro-brasileiras, assim como um pai ou mãe de santo joga os búzios antes de fazer qualquer trabalho espiritual para saber as possibilidades e energias, da mesma forma o magista usa da arte da divinação para ter uma noção das energias em movimento para a realização do trabalho. E o que seria divinação?
Podemos dizer que divinação é o uso de oráculos para a comunicação com energias em movimento em determinada situação. A divinação também é uma forma de contatar entidades através de oráculos. Caso você faça uso regular de alguma forma de divinação como bola de cristal, I ching, runas, você pode começar a utilizá-la em consonância com seus trabalhos mágickos. A tradição de magia ocidental, influenciada principalmente pela Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn), ajudou a estabelecer relações entre a Árvore da Vida Cabalística e os Trunfos do Tarô. Assim, eu aconselho fortemente o uso do tarô, pois é uma ferramenta que engloba todos os conceitos da magia cerimonial.

domingo, 15 de junho de 2008

Uma Estrela...


Interessante eu estar escrevendo sobre este texto justamente à meia noite, banhado pelo próprio sol da meia noite. O velho Aeon de Osíris (Pisces Virgo) é o Aeon do deus sacrificado, conforme alude Frazer em o Ramo Dourado (Golden Bough) em vários momentos da sua obra, explorando sua manifestação nas mais variadas culturas através das encenações da morte e ressurreição do deus e seus efeitos na colheita e nas estações. O Novo Aeon de Hórus (Aquarius Leo) traz justamente a mensagem de que o nosso ponto de vista não é mais centrado unicamente na Terra, na “escravidão”. Nos identificamos com a própria consciência solar. O Sol não morre, os escravos é que não são o Sol e não sabem disso. Não morremos, mas continuamos a brilhar no corpo na Nossa Senhora Nuit. Cada homem e cada mulher é uma estrela, e como tal, senhor e senhora do Universo. A escravidão do velho Aeon é ainda mais clara na mudança oferecida por Crowley no caminho de Shin na árvore da vida. Antigamente referido à carta do Julgamento, o novo Aeon traz já o próprio renascimento e a própria mudança na percepção deste caminho por adeptos filhos do sol que hoje têm uma experiência diferente deste caminho e de suas flamas, assim este caminho e sua descrição no Tarot é referida como Aeon, com o deus do novo aeon, Hórus, sentado em seu trono. Uma boa imagem dos adeptos do novo Aeon. O auto-sacrifício imposto por Peixes dá lugar à expanção e criação de Aquário, e aqui refiro-me também à Estrela no Tarot, regida por Aquário.



Todo homem e toda mulher é uma estrela.

sábado, 14 de junho de 2008

Senhora das Tempestades: Oyá


Oyá ou Iansã, Rainha dos Ventos e Tempestades. Acordei hoje com uma tempestade e não pude deixar de me lembrar da Senhora Oyá.
Conta-se a história que da linhagem da Princesa Ishedale nasceram deusas, mulheres adoráveis pela beleza protetoras dos rios, bosques, matas e montes, conhecidas na teogonia africana por Ayabas que em Yorubá significa “... rainha mulher do rei". Termo honorífico dado às divindades femininas da cultura Yorubana. Dessa linhagem nasceu Oiá-Iansãn.
Oiá é uma mulher selvagem que manifesta-se de várias formas naturais: nos tufões, nos terremotos, nos relâmpagos, no fogo, no rio Níger e nos búfalos. Questionar e descrever as diversas manifestações desta deusa, não é tarefa fácil, pois assim como vento, que tanto pode ser suave como violento, assim é a idéia religiosa da persistência de Oiá. Os iorubás já formulavam palavras cuidadosas sobre Oiá e os outros deuses com os quais ela partilha seu cosmos.
Nos padrões de manifestações da deusa Oiá, verifica-se que ela jamais recusa-se de participar nos enclaves do culto e da cultura ocupados por autoridades masculinas. Ela possuí também, uma língua afiada e tão ágil quanto sua espada. Volta e meia sua boca cospe fogo. É uma revolucionária! Se for excluída, torna-se extremamente violenta. Ela abriu caminho para chegar no panteão iorubá num furacão.
No nosso Brasil, esta deusa chegou nas cabeças de seus adoradores que viajaram acorrentados nos navios negreiros. Oiá, aqui é conhecida como Iansã, que quer dizer "Mãe de Nove". Esta prole que ela deu à luz, representa os nove estuários do rio Níger que deságuam no mar. Mas aqui no Brasil, o nove que seus adoradores cultuam refere-se ao jogo de mistério que ela preside. Por trás da cortina da morte, ela gera nove seres anômalos dos quais o mais novo reentra em nosso mundo com uma estranha voz, um poder de maldição e benção. Mas qualquer que seja o lado do Atlântico que nos encontramos, o nove sempre representará o número de Oiá. Mágico número, que quando multiplicado por qualquer outro, sempre retorna a si próprio nos dígitos alterados do produto.
É importante acrescentar que todas as manifestações culturais de Oiá são africanas. Sua negritude importa histórica, política e cinesteticamente.
Oiá representa ainda, um dos cinco elementos mais importantes para a existência humana: o ar que respiramos. Quando ocorre algo importante, ou alguém nasce ou morre, é através do vento, que ela comunica o acontecimento aos Orixás.
Seu colar de contas é vermelho ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de lava vulcânica).
Seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, adaga, eruesin (confeccionado com pelos de rabo de cavalo, encravados em um cabo de cobre, utilizado para "espantar os eguns").
A quarta-feira é o dia da semana consagrado a ela. Seu metal é o cobre e sua cor é marrom.
Data de sua festa : 04 de dezembro
Quando se manifesta sobre um dos iniciados, ela está adornada com uma coroa semelhante a dos reis africanos, cujas franjas de conta escondem o seu rosto. Ela traz uma alfanje em uma das mãos e um espanta mosca feito de rabo de búfalo outra.
No Brasil, Oyá é sincretizada com Santa Bárbara e, em Cuba, com Nossa Senhora da Candelária.

Na Cabala podemos dizer que Oyá é regida por Geburah. Seu planeta regente é Marte.

Eparrê Oyá!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sexta feira 13


Uma Sexta Feira 13 ou seja, uma Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar.
Esta
superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.
Outra possibilidade para esta
crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira treze, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
Recorde-se ainda que na
Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por execução na cruz e Judas provavelmente por suicídio.
Antes disso, porém, existem versões que provêm de duas lendas da
mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.
Segundo outra história, a deusa do amor e da beleza era
Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.