terça-feira, 10 de junho de 2008

Começando do ZERO: Magia







A magia é em certa forma uma ciência, existem métodos precisos que quando repetidos nas mesmas condições de fato produzem os resultados desejados. Mas diferentemente da ciência positivista, o envolvimento do “cientista” em qualquer prática mágica é fundamental. Pois a mente é um dos ingredientes de qualquer trabalho mágico: na verdade o mais importante deles. O proeminente ocultista do início do século Aleister Crowley definia a magia como “ a ciência e a arte de causar mudanças em conformidade com a vontade”. Esta de fato é a melhor definição possível de magia, e magia e a arte trabalham juntas produzindo estados emocionais deliberadamente. Estados de consciência que alteram a nossa percepção dos fenômenos, das outras pessoas e de nós mesmos. Uma música, um livro, um poema, um filme: todos possuem o poder de produzir estados emocionais e “realidades”. Respondemos a eles emocionalmente. A magia, neste sentido, busca produzir estados emocionais deliberadamente através do uso de rituais e técnicas que possibilitam com que a mente experiencie resultados que, se devidamente direcionados através de atos mágicos, se manifestarão fisicamente.
Por que assistimos a um filme? A maior parte dos filmes são pura ficção. Porém, durante a exibição ficamos plenamente envolvidos com a situação e muitas vezes reagimos emocionalmente nos identificando com os personagens e com a trama da história que está se desenrolando. A mitologia sempre fez parte da psique humana como forma de exacerbar, dramatizar e concentrar dramas universais humanos, que até hoje continuam a ser exibidos em novas roupagens nos nossos filmes, séries, livros. Talvez as Amazonas de hoje estejam mais tecnológicas e com nuances da personagem principal de Tomb Raider. Porém, mesmo assim os elementos nucleares, ou arquétipos, ainda continuam se manifestando nas nossas narrativas atuais.
E como a magia se encaixa nisso? Justamente trazendo para a “realidade”, seja lá o que esta palavra de fato significa, todas essas energias latentes em qualquer representação, situação ou emoção humanas. Nesta altura você deve estar pensando que entrou no blog errado, e que ao invés de um ensaio sobre magia, está lendo um ensaio sobre teatro e dramatização. Não se preocupe, você está no lugar certo. Na Arte Mágicka (grifada com k para diferenciar da mágica executada por ilusionistas) nós invocamos conscientemente essas energias para se manifestarem na nossa vida, nas pessoas ao nosso redor e nas situações do nosso dia-a-dia. Ao invés de meramente dramatizar, nós de fato permitimos que essas entidades e energias ajam diretamente na nossa realidade. Neste sentido que acima de tudo, a magia é uma Arte.



Nos próximos posts entenderemos melhor tudo isso!

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