
Interessante eu estar escrevendo sobre este texto justamente à meia noite, banhado pelo próprio sol da meia noite. O velho Aeon de Osíris (Pisces Virgo) é o Aeon do deus sacrificado, conforme alude Frazer em o Ramo Dourado (Golden Bough) em vários momentos da sua obra, explorando sua manifestação nas mais variadas culturas através das encenações da morte e ressurreição do deus e seus efeitos na colheita e nas estações. O Novo Aeon de Hórus (Aquarius Leo) traz justamente a mensagem de que o nosso ponto de vista não é mais centrado unicamente na Terra, na “escravidão”. Nos identificamos com a própria consciência solar. O Sol não morre, os escravos é que não são o Sol e não sabem disso. Não morremos, mas continuamos a brilhar no corpo na Nossa Senhora Nuit. Cada homem e cada mulher é uma estrela, e como tal, senhor e senhora do Universo. A escravidão do velho Aeon é ainda mais clara na mudança oferecida por Crowley no caminho de Shin na árvore da vida. Antigamente referido à carta do Julgamento, o novo Aeon traz já o próprio renascimento e a própria mudança na percepção deste caminho por adeptos filhos do sol que hoje têm uma experiência diferente deste caminho e de suas flamas, assim este caminho e sua descrição no Tarot é referida como Aeon, com o deus do novo aeon, Hórus, sentado em seu trono. Uma boa imagem dos adeptos do novo Aeon. O auto-sacrifício imposto por Peixes dá lugar à expanção e criação de Aquário, e aqui refiro-me também à Estrela no Tarot, regida por Aquário.
Todo homem e toda mulher é uma estrela.
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